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AO ATINGIR R$ 47,93 BILHÕES, NEGÓCIOS COM CONSÓRCIOS BATEM RECORDE NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2021.

O sistema de consórcios movimentou R$ 47,93 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o maior volume de negócios dos últimos dez anos, representando crescimento de 42,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescente interesse do consumidor, aliado à alta de quase 17,0% do tíquete médio, foram os principais fatores do cenário positivo.

Em março, o total de participantes ativos era de 7,93 milhões de pessoas, superando o recorde histórico de 7,92 milhões de consorciados registrado em fevereiro. Todos os segmentos registraram aumento de consorciados: veículos leves, veículos pesados, motocicletas, imóveis, serviços, eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

Os créditos comercializados saltaram de R$ 33,56 bilhões (jan-mar/2020) para R$ 47,93 bilhões (jan-mar/2021). Na comparação entre os mesmos períodos, neste ano foram 791,43 mil novas adesões, com alta de 10,3% sobre as 717,20 mil anteriores. As novas cotas foram resultado dos interesses, em ordem decrescente, por veículos leves; motocicletas; imóveis; veículos pesados; serviços; e eletroeletrônicos. Os dados dos primeiros trimestres dos últimos dez anos mostraram que o de 2021, com 791,43 mil novas cotas vendidas, classifica-o como o melhor da década, apesar da pandemia.

O economista especialista em educação financeira, Mário Vasconcelos, disse que consórcio é uma opção para fazer reserva de dinheiro. “Muitas vezes, a pessoa já tem um carro, por exemplo, mas adere a um consórcio de veículo pois assim ele faz uma reserva”. O economista também disse que a modalidade é uma boa opção para quem quer adquirir um bem mas não tem um valor alto para dar de entrada, o que muitas vezes é necessário para um financiamento.

Com o avanço de 16,9%, o tíquete médio de março chegou a R$ 60,13 mil, acima dos R$ 51,44 mil do mesmo mês do ano passado, contribuindo, junto com o acumulado de adesões, para o maior volume trimestral. Na comparação com o mês de fevereiro/21, ficou 6,2% abaixo, contudo, em relação a janeiro/21 esteve 5% maior.

Entre as principais razões pelas quais muitos interessados têm optado pela modalidade está o conhecimento sobre educação financeira, que inclui a gestão das finanças pessoais e o planejamento das futuras compras. Também estão considerados a inexistência de cobrança de juros, custos finais menores apoiados na baixa taxa de administração mensal, prazos de pagamentos mais longos com consequentes parcelas menores e acessíveis aos orçamentos mensais individuais, familiares e até empresariais.

“Ao registrar constante crescimento, passado um ano do início da pandemia, o mecanismo tem impactado consumidores com vários tipos de planos para aquisição de bens ou contratação de serviços e provocando mudanças de comportamento. Ao despertar a importância de suas características, os consórcios procuram apresentar vantagens em, inicialmente, analisar e planejar futuros compromissos, destacando evitar decisões como a do imediatismo de consumo ou a contratação de novos endividamentos, sempre dentro da boa gestão das finanças pessoais”, disse Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

 

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